03.12.2019 | 10h:58
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Polícia Civil repudia fofoca sobre transferência de delegados e nega perseguição a Emanuel

Prefeito de Cuiabá denunciou à Assembleia que Governo Mauro Mendes estaria usando a Defaz para prossegui-lo politicamente.

DA REDAÇÃO

RAUL BRADOCK

A Polícia Judiciária Civil (PJC) negou, na segunda-feira (02), ter pressionado delegados da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) a abrir investigação contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB).

Em nota, o delegado-geral da PJC, Mário Dermeval Aravechia de Resende afirmou que para investigar o prefeito – que possui prerrogativa de foro – é preciso autorização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e, que as medidas legais foram tomadas, para apurar denúncias de suposta compra de votos de vereadores para cassarem o mandato do vereador de oposição Abílio Júnior (PSC).

A resposta é referente a afirmações de que dois delegados da Defaz foram transferidos de unidade por, supostamente, deixar de investigar Emanuel.

No mesmo dia da transferência dos delegados, o prefeito de Cuiabá encaminhou denúncia à Assembleia Legislativa (AL-MT) afirmando que o Governo tem pressionado a Polícia Civil para que prossiga investigações contra ele, com interesse de prejudicar sua imagem.

“É preciso registrar que, em situações como esta, a PJC somente pode dar prosseguimento às investigações se houver decisão do TJ-MT neste sentido”, disse o delegado-geral.

“Desta forma, a Polícia Judiciária Civil repudia veementemente as falas atribuídas ao atual prefeito de Cuiabá, constantes em matérias publicadas na imprensa, no sentido de que dois delegados de polícia estariam sendo transferidos da Defaz por ‘pressão política’ ou por qualquer outro motivo que não seja absolutamente técnico e pautado no interesse da administração pública”, afirma Demerval.

A justificativa para das transferências estaria ligada à criação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).