13.01.2020 | 12h:03
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Mauro: "Não preciso perder meu tempo fazendo especulações políticas"

O governador disse que só vai se manifestar sobre quem vai apoiar na eleição suplementar ao Senado, quando o cenário tiver definido.

RAUL BRADOCK

RAFAEL MACHADO

O governador Mauro Mendes (DEM) disse que só vai se manifestar sobre quem irá apoiar na eleição suplementar ao Senado, assim que o “jogo” estiver definido.
O apoio de Mauro é discutido por pretensos candidatos ligados à base. Entre os possíveis postulantes estão o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT), o presidente do PSD Carlos Fávaro e o ex-governador Júlio Campos (DEM). Todos querem a vaga da senadora Selma Arruda (Podemos) que foi cassada pela Justiça Eleitoral.

Durante a inauguração da Avenida Parque do Barbado, nesta segunda-feira (13), o governador destacou que é necessário pensar bem antes de escolher um perfil que represente o Estado no Senado Federal.

Ele comentou que seu vice já falou sobre a vontade de encarar a disputa, mas descartou se pronunciar sobre as eleições neste momento.

“Vou me posicionar a respeito do processo eleitoral assim que o jogo estiver definido, senão estaria contribuindo, como governador, com as especulações e tenho muitas ações reais e concretas no dia a dia, não preciso perder meu tempo fazendo especulações políticas”, disse.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de sair do DEM, para filiar ao partido do presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, ele foi categórico em dizer que nunca cogitou a possibilidade de deixar a sigla.

Senador interino
O governador também comentou sobre o pedido feito pelo governo ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o terceiro colocado na disputa ao cargo de senador na eleição de 2018, Carlos Fávaro, seja empossado interinamente na vaga de Selma até que o novo eleito tome posse.

Ele defendeu a ação dizendo que está ancorado no que prevê a Constituição e que o afastamento da senadora Selma deixaria Mato Grosso sub representado no Senado Federal.

“Mato Grosso, assim como outros estados, só somos iguais no Senado. São Paulo tem 60 deputados federais e nós apenas oito. Precisamos, no Senado, ter o equilíbrio previsto na Constituição de que ali, a Casa da Federação, onde cada Estado tem direito a três representantes, enquanto não ocorre nova eleição. Essa tese vai ser analisada pelo Supremo. Pelos nossos procuradores essa é uma tese extremamente plausível e, por isso, que a PGE [Procuradoria Geral do Estado] assumiu, não só como pedido nosso, mas que a tese jurídica tem grande fundamento e grande ancora naquilo que prevê a Constituição Federal”, declarou.