13.01.2020 | 14h:52
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Mauro: Bolsonaro precisa dar exemplo para cobrar redução de ICMS

Declaração ocorre após o presidente afirmar que os governadores precisam colaborar e reduzir o ICMS dos combustíveis.

DA REDAÇÃO

RAUL BRADOCK

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou, na manhã desta segunda-feira (13), que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisa “dar o exemplo”, reduzindo impostos federais que incidem sobre o valor do combustível e só aí pedir colaboração dos governadores.
A fala do democrata aconteceu durante a inauguração da Avenida Parque do Barbado, no bairro Três Américas, em Cuiabá.

O preço dos combustíveis disparou após tensão entre Estados Unidos e Irã. Em Cuiabá, por exemplo, o etanol é vendido na faixa de R$ 3,10. O produto teve alta de R$ 0,20 centavos.

Em meio ao aumento repentino, Bolsonaro culpou governadores pela alta dos preços devido ao peso do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) dos estados.

 

"Aproximadamente um terço do preço do combustível no final são impostos estaduais. Esse é o problema que nós temos", disse o presidente na semana passada.

Mauro Mendes disse que Bolsonaro precisa dar exemplo.

“A gente administra pelos exemplos. Ele tem um imposto importante que é o PIS e Cofins sobre o combustível, então, se ele der o exemplo baixando primeiro, aí ele ganha força para cobrar dos governadores”, rebateu o democrata.

De acordo com o site da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) o desconto do PIS/Cofins sobre a gasolina é de R$ 0,79/litro. Já em relação ao etanol, o desconto é de R$ 0,35/litro.

Minutos antes, durante seu discurso, Mauro havia citado que o ICMS sobre o etanol em Mato Grosso é um dos menores do país.

“Temos algumas cargas tributárias das mais baratas do Brasil como, por exemplo, o etanol. O ICMS do etanol em Mato Grosso é de 12,5%. Só tem um Estado menor que mais barato que o nosso: 12% e é só meio ponto. Os demais estados brasileiros, todos na casa de 18, 20 e tem estado que chega a 30%”, defendeu o governador.