06.11.2019 | 14h:25
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Deputados dizem que proposta de Bolsonaro é "genocídio"

DA REDAÇÃO

RAFAEL MACHADO

O pacote de propostas que fazem parte do Plano Mais Brasil, entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, ao Congresso Nacional, foi pauta de discussões entre os deputados estaduais durante a sessão vespertina de terça-feira (05).

Entre as medidas apresentadas pelo governo está a extinção de municípios que possuem menos de 5 mil habitantes e arrecadação menor de 10% de sua receita. Caso a medida seja aprovada, em Mato Grosso, pelo menos, 34 cidades seriam extintas.

 A ideia foi duramente criticada pelos parlamentares do Estado. A vice-presidente da Assembleia, Janaina Riva (MDB), disse que, caso seja aprovada, será uma atrocidade contra Mato Grosso. Ela ainda ponderou que a medida deveria chamar menos Mato Grosso.

“Já são municípios desassistidos, imagine vocês esses municípios sem prefeito, sem vereador, sem secretaria para poder dar assistência para apopulação. Mato Grosso não pode ser visto como outros estados brasileiros que você pega o carro e em 15 minutos você chega à outra cidade”, destacou.

“Mato Grosso não vai perdoar aqueles que traírem os 34 municípios, que dependem hoje fortemente da sua composição política, da sua estrutura política", disse Janaina.

“Mato Grosso não vai perdoar aqueles que traírem os 34 municípios, que dependem hoje fortemente da sua composição política, da sua estrutura política e eu não tenho dúvida nenhuma, que se não fossem amparados pela legislação, que veio da Assembleia Legislativa, de criação desses municípios, hoje não teria atendimento de saúde, escola de qualidade, não teria infraestrutura alguma”, ponderou.

Outro que também fez críticas ao projeto foi o deputado Paulo Araújo (PP), que classificou o pacote como “genocídio”.

“Infelizmente, o governo é totalmente insensível às causas sociais. São dois momentos de muita infelicidade: o primeiro é a PEC da maldade com o Estado de Mato Grosso, violência, genocídio; o segundo é o direito adquirido depois de muitos anos de luta, […] contra o serviço público”, destacou. Os deputados Dr. João (MDB) e Valdir Barranco (PT) também criticaram a proposta.

Paciência

 O vice-presidente do PSL em Mato Grosso, deputado Silvio Fávero, pediu paciência aos colegas antes de criticar o plano apresentado pelo presidente.

“Já são municípios desassistidos, imagine vocês esses municípios sem prefeito, sem vereador, sem secretaria para poder dar assistência para apopulação".

“O presidente da República está tendo muita coragem, realmente, fica muito difícil quando fala que vai acabar com uma cidade. Não é uma questão de acabar com uma cidade vai juntar com a cidade vizinha, mas quero ter mais conhecimento para poder vir fazer defesa do meu presidente Jair Bolsonaro”, defendeu.

“Todo mundo falava da Previdência. Hoje todo mundo aplaude a Previdência. A Reforma Tributária todo mundo criticou; daí agora vem com esse pacote e critica de novo. Daqui a pouco aplaude. Então vamos ter um pouco de paciência. Vamos esperar um pouco para depois nós podemos falar com mais conhecimento”, pediu.